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The Craft Shoes Factory
4 de abril de 2013
Estive em São Paulo a alguns meses e conheci a The Craft Shoe Factory. São três gerações trabalhando no ramo calçadista que abriram uma loja própria. O conceito é valorizar o processo de confecção: a beleza do couro com suas características únicas de cada pele, o trabalho do artesão, com corte e finalização cuidadosamente elaborados. Os sapatos são feitos no Brasil e o acabamento do couro é manual, realçando a beleza dos tons do material .
Eu conheci a marca pela internet, que mais uma vez mostrou como pode ser traiçoeira. As fotos do site realmente não fazem justiça aos produtos. O instagram deles também tinha fotos fashionistas totalmente opostas a proposta da marca. Foi só depois de uma visita à loja que eu conheci a Craft de verdade. Fui muito bem atendido por um vendedor e um dos donos, o Thales, também estava lá. Eu fiquei muito contente e em nenhum momento me senti pressionado a comprar. Toda a equipe da loja me permitiu observar os sapatos no meu ritmo enquanto conversavamos. Tive uma experiência muito gratificante e aprendi muito sobre sapatos conversando com os dois.
Paul Stuart: Mad for Plaid
22 de outubro de 2012
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| Foto por Alice Olive para o The Trad |
O evento era aberto ao público, bastava mandar um e-mail ou mensagem para o responsável dentro da Paul Stuart. Infelizmente eu só fiquei sabendo disso depois. Mesmo tendo deixado passar, consegui tirar foto das vitrines e visitar a loja em um outro dia. Como as fotos da internet ficaram muito melhores que as minhas, decidi deixar elas quietas no meu instagram e pegar algumas emprestados do site Fine Young Gentleman. Me espanta como as pessoas tiram fotos das vitrines sem um reflexo gigantesco estragando.
O xadrez da um algo a mais para as cores geralmente suaves e terrosas do Outono do hemisfério norte. O melhor é quando ele é misturado ao tecido tweed, formando uma combinação perfeita de padrão e de textura. O xadrez e o tweed são geralmente considerados tecidos dos nossos avós, mas as vitrines da Paul Stuart servem de excelente referência do potencial que eles tem nos dias de hoje.
Se dinheiro não fosse problema eu teria levado quase tudo da loja. Mas como ele não nasce em árvore eu fiquei satisfeito com apenas passear. A seleção de produtos e decoração é toda bastante luxuosa, com carpetes, tapeçaria e aqueles móveis que devem custar mais do que o meu peso em ouro. O destaque foi o canto para roupas sob medidas. Não é aquele sob medida fajuto, é o verdadeiro "bespoke". O cliente recebe o seu próprio molde a partir de um monte de medidas, pode escolher os tecidos (quase todos Ingleses), e incorporar todos os detalhes que quiser. Depois de voltar várias vezes para experimentar e ajustar o produto inacabado, ele recebe uma peça de alfaiataria Paul Stuart totalmente customizada. É a primeira vez que eu visito uma loja com um serviço deste tipo, tendo este padrão de qualidade.
Voltando um pouco: A Paul Stuart é uma loja masculina de luxo fundada em 1938. Só existem três lojas, e junto com a online, são os únicos lugares onde é possível comprar os produtos da marca. Exclusivo e cuidadosamente fabricado. É uma das poucas lojas da velha guarda que sobreviveram até hoje, graças a sua capacidade de reconhecer e incorporar os pontos fortes das tradições e das mudanças da moda masculina, mas sem se render a modismos e extremos. Em 2007 introduziu a linha Phieas Cole para atrair o público mais jovem; e o relacionamento com a internet através de iniciativas como o Mad for Plaid e a loja online, que ajudam a Paul Stuart a navegar a linha tênue entre a elegância e a rigídez, entre ser legal e moderna demais. Mais alguns detalhes, nas fotos de Alice Olive para o The Trad
Visitando a Loja: BLK DNM
21 de setembro de 2012
A BLK DNM é um projeto de Johan Lindeberg (antigo CEO da Diesel). A loja tem um ar Euro chic, com uma estética urbana refinada. Bem "downtown cool". As roupas são inspiradas pela paixão que Lindeberg tem por motocicletas. O estilo das roupas chega a lembrar um pouco a Diesel, só que bem mais discretas e sem todo aquele exagero de em cima de todos os produtos. É uma excelente loja para quem gosta de um visual mais minimalista e monocromático, básicos com uma pegada que acaba os transformando em algo distinto.
O ambiente da BLK DNM é bem descolado. A loja lembra um loft velho, com uma decoração bem industrial. Fica em um espaço amplo na rua Lafayette, no Soho. Tudo é bastante artístico. As paredes são cheias de fotos, e panos pendurados no teto servem como divisores de ambiente. O canto esquerdo é decorado com grafite do artista portugues Andre Saraiva, e no fundo há uma parede onde um filme fica projetado. Tem um sofazão de couro verde bem no meio da loja, em frente a uma mesinha cheia de revistas e livros.
| Camisa de bolinhas, de seda. No fundo, uma foto do barbudo Max Snow. |
| Couro e mais couro, e grafite pelo artista portugues Andre Saraiva |
| Uma das paredes está cheia de pequenos retratos preto e branco. As fotos penduradas foram tiradas pelo próprio Lindeberg. |
Como o próprio nome diz (DENIM), os jeans são o carro forte da loja. Como o nome também diz (BLACK), a maioria das roupas também são escuras. As calças jeans são bem baratas para uma loja deste nicho. Custam em torno de $100 e estão disponíveis em várias cores e se não me engano três modelagens, que vão de reta a slim. O resto das peças masculinas são básicas e simples, mas com uma aparência meio rebelde e desgrenhada, bem rock n' roll.
| Várias opções de cores e modelagens |
É preciso ter um estilo pessoal bem definido para conseguir vestir algumas das roupas da BLK DNM. As camisetas de malha tem uma gola (redonda) bem cavada, modelagem bem slim e são um pouco compridas. Os blazers são bem apertados e com mangas mais compridas. Havia um terno de abotoamento duplo em promoção, mas a calça dele era saruel. As jaquetas de couro e as calças jeans são mais democráticas, as opções vão desde as mais agressivas até as mais discretas. Tudo é muito bem feito e os tecidos são de excelente qualidade, muito agradáveis ao toque.
| Cantinho das mulheres |
Club Monaco
8 de setembro de 2012
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| Aaron Levine - foto: A Continous Lean |

Para mim, o sucesso da evolução sob o comando de Levine está no que um antigo colega meu costumava de chamar "equalizador". Ele usava esse termo para exemplificar a formula de sucesso de um atleta, mas acho que ela é perfeita para falar do lado comercial das roupas masculinas. Se você pegar um equalizador e colocar todos os parâmetros em posições extremas, a música vai ficar horrível. Mas se você fizer pequenos ajustes nestes mesmos parâmetros, o som vai ficar maravilhoso. É a mesma coisa com as roupas: você pode brincar e inventar um pouco, mas precisa manter o respeito pelo que os homens gostam de usar.
Os criadores muitas vezes tem dificuldade com o fato da moda ser um negócio. O resultado líquido depende de vender roupas e não de ser excessivamente criativo e tentar re-inventar a roda. Eu gosto de ver novidades, mas ninguém vai andar por ai com um terno do Thom Browne com ombreiras de futebol americano. O sucesso de Levine está em correr riscos bem sutis sem perder a usabilidade das roupas, o que é ótimo para pessoas que querem evitar o sem graça sem ter que apelar para o exibicionismo.

Esse é o equilíbrio da Club Monaco: as peças simples são roupas que o cliente pode sempre contar, as que ele não vai precisar pensar muito na hora de se vestir. Depois de comprar essas, ele pode procurar algumas peças mais fortes para incorporar ao guarda roupa e fazer com que os básicos pareçam mais legais do que realmente são. O cliente comum não quer arriscar e fazer papel de bobo, ele quer peças fáceis de usar, que vistam bem, sejam legais e agradáveis ao toque. Diferente das mulheres, homens não gostam de entrar em uma loja e ver um monte de novidades. Nossa adaptação é muito mais lenta, e por isso gostamos de entrar na loja e poder saber que vamos encontrar um produto que conhecemos.

Eles também vendem produtos de marcas especializadas, entre eles os casacos da Barbour, sapatos da Mark McNairy Amsterdam, botas da Wolverine e gravatas da The Hill-Side. Pessoalmente eu acho uma excelente idéia. Muitas lojas tentam desenvolver uma linha completade produtos e acabam crescendo demais sem fazer nada direito. Eu acho melhor focar em produtos que realmente aproveitam as forças da equipe criativa, e deixar outras coisas para quem já sabe fazer bem. O mundo não precisa de uma nova linha de perfumes, ou de sapatos mal feitos, mas precisa de mais pontos de venda para marcas especializadas que não tem muitos pontos de distribuição.
Os criadores muitas vezes tem dificuldade com o fato da moda ser um negócio. O resultado líquido depende de vender roupas e não de ser excessivamente criativo e tentar re-inventar a roda. Eu gosto de ver novidades, mas ninguém vai andar por ai com um terno do Thom Browne com ombreiras de futebol americano. O sucesso de Levine está em correr riscos bem sutis sem perder a usabilidade das roupas, o que é ótimo para pessoas que querem evitar o sem graça sem ter que apelar para o exibicionismo.

Esse é o equilíbrio da Club Monaco: as peças simples são roupas que o cliente pode sempre contar, as que ele não vai precisar pensar muito na hora de se vestir. Depois de comprar essas, ele pode procurar algumas peças mais fortes para incorporar ao guarda roupa e fazer com que os básicos pareçam mais legais do que realmente são. O cliente comum não quer arriscar e fazer papel de bobo, ele quer peças fáceis de usar, que vistam bem, sejam legais e agradáveis ao toque. Diferente das mulheres, homens não gostam de entrar em uma loja e ver um monte de novidades. Nossa adaptação é muito mais lenta, e por isso gostamos de entrar na loja e poder saber que vamos encontrar um produto que conhecemos.

Eles também vendem produtos de marcas especializadas, entre eles os casacos da Barbour, sapatos da Mark McNairy Amsterdam, botas da Wolverine e gravatas da The Hill-Side. Pessoalmente eu acho uma excelente idéia. Muitas lojas tentam desenvolver uma linha completade produtos e acabam crescendo demais sem fazer nada direito. Eu acho melhor focar em produtos que realmente aproveitam as forças da equipe criativa, e deixar outras coisas para quem já sabe fazer bem. O mundo não precisa de uma nova linha de perfumes, ou de sapatos mal feitos, mas precisa de mais pontos de venda para marcas especializadas que não tem muitos pontos de distribuição.
Outro ponto simples que a Club Monaco acertou foi ter portas separadas para a parte masculina e a parte feminina. Eu não gosto de ter que passar pela seção feminina e um monte de vendedora chata para finalmente chegar na parte masculina. As portas separadas permitem uma decoração diferente, iluminação diferente e som diferente. É bem comum dizer que quem compra roupas para homens são as mulheres, e por isso o foco do merchandising deve ser nelas. As lojas que conseguiram quebrar esse paradigma estão vendo resultados incríveis, a JCrew por exemplo cresce em ritmo muito mais acelerado no mercado masculino. Acho que no fim das contas o homem também gosta de comprar, só não gosta de ser atendido da mesma forma que as mulheres. A apresentação do produto em uma loja masculina tem que ser um bicho completamente diferente.
Abaixo algumas fotos das últimas coleções e da evolução da Club Monaco:
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| 2008 |
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| 2010 |
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| 2011 |
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| S/S 2012 |
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| S/S 2012 |
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| F/W 2012 |
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| F/W 2012 |
A Club Monaco tem uma loja online no site deles
Também tem um Tumblr bem legal, o Culture Club
Visitando a loja: Saturdays Surf NYC
3 de setembro de 2012
A Saturdays Surf NYC fica no lado
leste do SoHo. É uma loja criada por três surfistas de Nova Yorque totalmente inspirada no estilo de vida de um surfista da california que mora em NY. Ela vende roupas, acessórios, equipamento de surf e também
tem um coffe bar completo. Perdão pelas fotos ruins mas sabem como é, câmera de turista.
Não espere
ser bem atendido lá dentro. Os vendedores são muito ruins. Os caras toda hora
esqueciam que eu havia pedido para trazerem meu tamanho. Estavam
sempre distraídos, mais preocupados em conversar com os amigos do que em prestar serviço. Eu estava de mochila nas costas e tenho certeza que ninguém teria percebido se eu tivesse colocado um monte de produtos nela e saido
fora. Os funcionários tem um ar bem
arrogante, o que é engraçado já que deveriams ser surfistas relaxados. Quem é
de Belo Horizonte talvez consiga entender direitinho o que estou falando, já
que aqui tem uma população enorme de surfista marrentos que nunca
subiu em uma prancha. É bem provavel que os funcionários da Saturdyas sejam
membros de um sub grupo hipster de surfistas que amam café exótico e nunca
surfam.
Com esse detalhe fora do
caminho, vou dizer que gostei da loja em si. Não há como negar que os
idealizadores sejam excelentes homens de negócio. O que os motivou a abrir a Saturdays
foi a maneira como o surfwear era representado na cidade por lojas como a
Hollister. Tudo é realmente muito bem apresentado,
mais do que vender roupas, eles souberam criar um ambiente que simula completamente
um estilo de vida. Com apenas três anos de vida eles já levaram para casa o prêmio de “Best New Menswear Designers” da revista GQ.
Me senti dentro de uma
lojinha de surfe na beira de uma praia da California do Hawaii, era como se eu
estivesse esperando meus amigos alugarem uma prancha em
Florianópolis. Logo na entrada estão um monte de pranchas encostadas na parede,
e as prateleiras são cheias de troféus e parafernália do esporte. A parte de trás da loja tem um jardim, e o chão e a vegetação passam a sensação de que você
está sentado em no deque de um restaurante beira mar só que cercado por um monte de tijolinho.
Pode ser que uma das coisas
que torna a loja interessante seja um dos fatores responsáveis pelo péssimo
atendimento. O café bar é como ter um Starbucks lá dentro. Idéia excelente
por sinal. Não sei porque mais gente não faz esse tipo de coisa. Esse set-up
criou um espaço prazeroso de visitar. O ambiente mantém o cliente na loja por
mais tempo e aumenta o número de retornos. Conseguiram equilibrar duas coisas do próprio estilo de vida; o fato de eles
surfarem e o fato de viverem em uma metrópole.
Quando aos produtos, eles vendem
equipamento e acessórios de surf. No meio da loja ficam umas araras e mesas com
roupas, mochilas, óculos escuros e outros acessórios. A maioria é da própria Saturdays, mas tem algumas coisas de outras marcas. A estética das roupas me agradou muito. É
um surfista retrô com um estilo bem minimalista. O preço não é caro, e
está mais ou menos equilibrado com o nível de qualidade e corte que eles
oferecem. As roupas são feitas na China,
mas provavelmente em uma fábrica de qualidade superior. Não são ruins, mas nada excepcional. O corte é bom e está mais para o lado
slim, de novo lembrando os surfistas dos anos 50 e 60. Tudo inspirado naquela galera do Endless
Summer, e não aquela cultura de
boardshort largão e camisetas gigantes que surgiu, se não me engano, nos anos 90.
Wooden Sleepers: O melhor do vintage na internet
29 de agosto de 2012
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| Brian Davis, dono da Wooden Sleepers (foto por Ryan Plett) |
A internet é a melhor vitrine para
encontrar o vintage. E o melhor lugar continuam sendo os sites de fora do país porque o máximo que você vai achar no Mercado Livre é um boneco original de cavaleiros do zodíaco e quando você recebê-lo vai perceber que é falsificado. A grande diferença dos brechós do Brasil para os do exterior
é o volume de mercadoria antiga que sobreviveu aos tempo por serem
extremamente bem feitas e ainda mantém o seu valor hoje. É dificil achar esse tipo de produto por aqui.
Essa coisa de comprar coisa vintage pode ser mais trabalho do que vale a pena caso você não conheça os lugares certos para procurar. Vou recomendar a Wooden Sleepers como ponto de partida. O dono, Brian Davis, passa grande parte do tempo viajando para todo lado visitando “junkyards”, “garage sales”, garimpando pelo que há de melhor no meio de um monte de produtos mofados. Pelo que li por aí ele já se tornou uma espécie de Mestre dos Magos do vintage nas ruas de NY.
Vai saber o que mais ele faz, porque de vez enquando consegue
encontrar peças históricas raríssimas e muitas vezes únicas, do tipo que você não vai encontrar em
mais nenhum lugar. É provável que ele já tenha vendido alguma peça vintage para a
maioria de nossos estilistas estavam buscando referências. O resultado são mercadorias vintage de qualidade excepcional, que ele coloca na sua loja no Etsy, a Wooden Sleepers.
Se você gosta de peças vintage a Wooden Sleepers deve estar favoritada no seu browser. Lá você vai encontrar camuflados autênticos, tênis militares antigos e produtos old school de marcas famosas. É sua responsabilidade acompanhar todo lançamento para ser o primeiro a pegar aquela jaqueta da navy da primeira guerra mundial ou quem sabe uma blusa de flanela usada pelos primeiros lenhadores. Além disso da para acompanhar os produtos que ele favorita no próprio etsy, e dessa forma descobrir outros vendedores muito interessantes. Esperando o que, comece a garimpar!
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| Tênis da marinha Italiana |
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| Jaqueta vintage autêntica do exército americano |
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| Camisa vintage autêntica do exército americano |
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| Camisa Vintage da Gant (Shirtmaker) |
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| Anorak vintage da Land's End |
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| Camisa de barquinho vintage |
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| Sapato de couro entrelaçado vintage |











































