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Sapatos e a Chuva
2 de março de 2013
Ontem choveu para caramba aqui em Belo Horizonte.
O que fazer antes de sair na rua? Usar um guarda chuva e talvez um casaco resistente. E os pés como ficam? Tênis viram uma esponja. Certo. Sapatos de couro vão estragar. Errado.
Vacas não precisam de guarda chuva. Não se preocupe se começar a chover e você estiver usando um sapato de couro. Só se preocupe com o que fazer depois:
- Se necessário, passe um pano (bem de leve) para tirar o excesso de humidade. Um pedaço de papel ajuda a dar uma primeira secada na sola.
- Tire os cadarços e coloque o sapato para secar em uma área bem ventilada. Não coloque no Sol ou perto de outra fonte de calor. O couro, assim como nossa pele, precisa de manter alguma humidade para não ficar igual o meu cotovelo.
- Se a sola for de couro, deite ele de lado e alterne depois de um tempo.
- Quando o sapato estiver quase seco você pode colocar formas de madeira ou pedaços de jornal dentro para ajudar ajudar a absorver a humidade e manter o formato.
- Depois de seco, de uma esfregada e aplique um creme para condicionar.
- Uma vez por mês aplique um pouco de cera para proteger o couro.
Cabideiro Valete
13 de dezembro de 2012
O próximo passo depois de completar um guarda roupa é começar a cuidar dele e aproveitá-lo. Isso significa é começar a curtir o ato de se vestir e já sair de casa com um ar de satisfação. Existem algumas coisas que ficam dentro de casa só para os nossos olhos, mas são capazes de tornar uma experiência simples em algo muito mais interessante. É como um copo especial para beber whisky.
Eu estou de olho na figura aí de cima. Um valete de madeira. Além de bonito, ajuda na organização e na preservação das roupas. Ele tem espaço para pendurar as peças do dia seguinte sem amassar, e no fim do dia ele serve para deixá-las pegar um ar antes de serem guardadas.
Esse modelo de cima é ainda mais legal porque faz papel de uma cadeira, perfeito para sentar e calçar os sapatos no final do processo. Bem old-fashion, e bem patrão!
Achei algumas alternativas, inclusive no mercado livre:
http://www.moveisrusticos.com.br/classica/detclassica27.html
http://www.artesanatocascatinha.com.br/ArtCascat/output/Cabideiros_list.php
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-447218165-valete-antiguidade-madeira-nobre-_JM
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-447190286-antigo-cabideiro-mancebo-porta-ternos-de-cho-madeira-_JM
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-444061180-cabideiro-antigo-madeira-de-lei-gentlemen-56-x-34-x-30-_JM
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-450706812-valete-macico-muito-antigo-_JM
Esse é diferente, mas maravilhoso:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-447333216-chapeleira-cabideiro-bengaleiro-de-madeira-antigo-_JM
Respondendo: Lojas em NY
6 de dezembro de 2012
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| Lifestyle: Em NY fotografado ao fotografar um bebê correndo atrás de uma bola de sabão gigante |
As mais baratas, básicas e ao mesmo tempo diversificadas são: Uniqlo, J.Crew e Club Monaco. Estão em mais de uma localização, mas marquei apenas a que eu prefiro. A J.Crew tem duas loja só de homem, e uma terceira voltada para a linha de ternos/camisas/gravatas. A Club Monaco da Broadway tem uma parte subterrânea que é toda masculina, e a Uniqlo do Soho fica mais vazia do que a na 5a Avenida. Nesta categoria também estão a GAP e a Banana Republic. A GAP é boa para peças simples, mas eu tenho problema com o corte das roupas. Na mesma categoria também está a Banana Republic, mas eu não perderia meu tempo indo lá.
As lojas de departamento mais interessantes são a Bergdorf Goodman, Barney's e a Bloomingdale's. As três tem uma seleção bem legal que mistura estilistas do mundo inteiro, da moda ao mais tradicional. O preço é bem caro.
Não recomendo a Zara e a H&M. Eu costumava aproveitar o preço das duas para comprar camisas sociais, já que o corte é legal. Hoje em dia já acho que essas lojas (a parte masculina) são para mongolóides. Pode valer a pena no shopping de Belo Horizonte - como o menor dos males - mas não faz sentido ir a NY para comprar lá. Na mesma faixa de preço está a Uniqlo, que oferece uma experiência bem mais agradável do que os empilhados de roupas e avalanche de mulheres desesperadas que sempre encontro nas outras duas.
Duas lojas que tenho certeza que são para mongolóides: Hollister e Abercrombie & Fitch. A muito tempo atrás a Abercrombie foi a melhor loja dos EUA para se comprar "outdoor gear". Em 1988 foi comprada e virou uma aberração. Pior do que ela é a Hollister, a subsiduária que é uma versão para quem não tem $$$ para comprar na Abercrombie. É a pior experiência de varejo que alguém pode ter. Uma loja escura, com uma fila de clientes bizarros e um fedor incrível.
A lista completa com algumas descrições segue logo abaixo. Tem muitas lojas e butiques pequenas na região Soho/Noho/Nolita e vale a pena percorrer as ruelas desta área. Eu não coloquei no mapa, mas tem uma loja da Dr. Martens lá, por exemplo. Não entendo muito desta parte, mas a Supreme, Alife Rivington Club, Atrium e a Nike na Mercer St. são as melhores opções que vi para quem gosta de streetwear/sneakerhead. Também recomendo uma voltinha pela região East Village caso você goste de vasculhar brechós (eu coloquei duas lojas vintage no mapa, a Ina Men e a Extra)
Anônimo, caso você queira alguma informação específica é só deixar um comentário!
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Para ver a lista completa do mapa é só clicar abaixo
Sobreposições
30 de novembro de 2012
Das antigas na Park and Bond, sobreposições na primavera. Não é uma ciência, mas esxite uma arte por trás da criação de um look que seja ao mesmo tempo na moda e preparado para encarar o tempo. Algumas combinações e dicas para épocas de clima doido:
1. Devem ser elaboradas para serem ajustáveis de acordo com as condições climáticas, então cada peça deve ser capaz de segurar a barra sozinha.
2. No mundo das sobreposições, o todo é maior do que a soma das partes. Sendo assim, é melhor usar cores complementares ao invés de contraste.
3. Se insistir no contraste, prefira um padrão AAB ou BAA do que ABA.
4. A chave para uma produção monocromática: diferentes espessuras e texturas.
5. Estamos falando de primavera/verão, então mantenha os tecidos bem leves. soma é maior do que as partes

Guia: Penny-Loafers
27 de novembro de 2012
A minha regra pessoal é: comprar fora do Brasil sempre que possível. A indústria da moda nacional tem mania
de falar que o consumidor puxa saco de estrangeiro e tem preconceito com os
produtos nacionais. Blábláblá. A grande verdade é que tem quase só sapato feio sendo vendido no Brasil. Este é um guia para quem for as compras fora do país e não quiser comprar um modelo plebeu da FiveBlu/Sergio's/CSN.
O penny-loafer é um sapato de origem nos EUA, onde é mais popular. Por isso que várias das marcas abaixo são de lá. No mais, existem algumas regiões do mundo que tem mais tradição na fabricação de calçados, acesso a profissionais mais habilidosos e matéria prima superior...e os outros modelos são de lá. Mesmo assim quem sabe pelo que procurar, consegue achar ótimos
calçados escondidos em lojas menos conhecidas, que nem website tem. Segue a lista (a maioria dos modelos está disponível em várias cores):
O Original: Bass Weejun U$ 109. Os
modelos originais de penny loafers. Os primeiros. Simples e praticamente
inalterados deste a sua concepção. Clássico, barato e durável. Difícil de
superar. Uma (outra excelente opção nesta faixa é o penny loafer da L.L. Bean)
O Modesto: Florsheim Berkley U$ 100. A
Florsheim existe a 120 anos, e apesar de sua qualidade não ser mais o que já
foi, este modelo nào dexia a desejar. Não são os mais bonitos, mas um sapato decente pelo preço.
Os vizinhos: Guido Mocassines Modelo 2779 - Se não dá para apoiar a indústria de calçado Brasileira o melhor é apoiar a da América Latina. Excelente fabricação e um penny-loafer com a cara que ele deve ter. Não sei ao certo o preço ao redor do mundo, mas as lojas do Brasil vendem sapatos da Guido por volta de R$ 300.
O Investimento: Allen Edmond Kenwood $225. Essa é uma marca tradicional dos
Estados Unidos que não deixou a peteca cair em termos de qualidade. Sapatos
sólidos e com excelente reputação
O Investimento Superior: Rancourt Beefroll Penny Loafers Mimosa Calf $290: Empresa familiar de Maine (EUA) na sua terceira geração. Os sapatos são feitos sob demanda e a mão. Este modelo é de couro de cordeiro Italiano e forro interno também de couro. (os modelos acimas não são 100% forrados). A Rancourt vende diretamente e também fabrica os calçados para marcas de luxo, como a Ralph Lauren.
Comer miojo por semanas: Oak Street Boot Maker Beefroll Loafer $318. Couro cromexel e feitos a mão em
Maine, uma das regiões do mundo com mais tradição na fabricação de sapatos. Os modelos da Oak são bem mais casuais e a costura em contraste lembra os mocassins indigênas Norte Americanos.
O Moderno: Mark McNairy Brown Grain Loafe $350 - Feito em Northamptonshire, Inglaterra, os modelos de McNairy combinam formatos tradicionais com cores e materiais mais criativos. Muitas solas coloridas. Este modelo não é um "autêntico" penny loafer, porque as costuras na parte da frente parecem ser apenas decoraticas em um único pedaço de couro.
Para a vida toda: Alden Handswewn
#8 Cordovan Penny Loafers $600. Existem poucas marcas de calçados no mundo com o
pedigree da Alden. Feitos a mão, forrados com couro vegetal e feitos de couro cordovan, que é raro e incrívelmente resistente. Vão durar uma vida inteira, e a Alden se disponibiliza para trocar as solas sempre que preciso.
O elegante: Crockett & Jones Boston Penny Loafer, por volta de $500. Feitos na Inglaterra, excelentes sapatos. Muito bonito mas com formas mais afinada, fugindo um pouco do original Americano. Com certeza são modelos mais elegante, perfeitos com uma calça com
bainha Italiana de 5 cm. Um modelo ainda mais fino da Crockett & Jones é o Sidney.
Sinta-se um milionário, mesmo pagando
cheque especial: Edward Greene Picadilli - $1.100. Edward Green abriu as portas em 1890 em Northhampton, na Inglaterra. Desde então vem fazendo sapatos de qualidade suprema, sem compromisso nenhum de qualidade em função de custos. O Picadilli é um modelo da linha "ready to wear". Também é possível comprar sapatos da linha feita totalmente sob medida, claro que por um preço mais alto.
Pisoteando a plebe: John Lobb: $1.100: Marca inglesa com mais de 150 anos de tradição, originalmente eram feitos exclusivamente sob medida e tem de tudo que um sapato pode ter de melhor, todos aqueles termos técnicos e etc. Em 1976 a Hermès assumiu o nome da John Lobb e expandiu a marca através de uma linha "ready to wear". A John Lobb original, ainda sob controle familiar, ainda faz um sapato sob medida de cada vez, em uma loja em Londres (Um bespoke custa em torno de $2700 libras).
Todas as marcas que listei até agora, com exceção de Mark McNairy, são tradicionais fabricantes de sapato e não são marcas guiadas por estilistas e pelo mercado de luxo. Até mesmo McNairy fabrica os seus sapatos em uma das melhores fábricas do mundo, em North Hampton (o paraíso dos sapatos). O preço que cobram está muito mais associado ao trabalho, artesanato e qualidade contida em cada par. Vale lembrar que mesmo muito melhor, um sapato de John Lobb não é necessáriamente 10 vezes melhor do que um da Bass. O preço neste caso, tem muito a ver com a apreciação pelo processo de fabricação e a atenção conferida a um único par de sapatos.
As marcas mais caras estão disponíveis nas prateleiras de lojas de departamento de luxo, ao lado de sapatos de grifes famosas. A tendência do consumidor casual, é ser atraído por sapatos de marcas como Prada, Salvatore Ferragamo, Louis Vuitton, etc. Muitos dos sapatos destas grifes estão cobrando em cima do nome, e quase sempre são medianos pelo preço que cobram. Só vale a pena comprar um sapato deles se for um estilo moderno e totalmente diferenciado. (No caso do Ferragamo, a marca faz excelentes sapatos, mas é preciso tomar cuidado com a diferença entre a linha premium (top de linha) e a linha "fashion")
O penny loafer é um modelo de construção mais simples. Quando ele apareceu, era a opção do homem equivalente ao tênis de hoje em dia. É um sapato mais descontraído e casual. Os modelos com formato tradicionais ficam bem melhor no fim de semana sem meia com calça enrolada, ou até mesmo com uma bermuda. Os modelos mais alongados, com a parte da frente mais "achatada" são realmente mais elegantes, mas pecam na transição para o casual (e nas situações que pedem tal elegância eu prefiro um sapato de amarrar). Sendo assim a minha recomendação para quem quer investir em um par de sapatos caro é comprar um penny mediano e guardar o dinheiro para algum modelo de amarrar.
Acessórios na medida certa
26 de novembro de 2012
Acessórios são uma das melhores formas de mostrar
originalidade e um pouco de personalidade sem ter que viajar na roupa, mas são
perigosos: O que é admirado em uma celebridade ou membro de uma banda pode ser
repugnado se for usado por uma pessoa comum. Quem não que correr o risco de errar,
deve apostar apenas no relógio ou abotoaduras discretas. Quem gosta de variar pode experimentar com os acessórios plenamente aceitos, os relógio, malas, pastas, mochilas, óculos e cintos.
Quem quer experimentar acessórios menos tradicionais não
deve se esquecer de considerar a situação o contexto. As pequenas coisas podem
impactar muito na nossa aparência: Qual seria a reação do público se a
presidente aparecesse no Jornal Nacional com um piercing no nariz? As manchetes
do dia seguinte dariam pouca importância para o que ela disse. Ao invés disso,
comentariam sobre um pequeno piercing.
A configuração dos meus pulsos varia um pouco a cada semana. Sempre presentes estão uma pulseira de couro e um relógio (com tiras alteráveis).
Ultimamente tenho usado bastante acessórios de latão: uma pulseira da Giles
& Brothers que sempre recebe elogios ou uma mais discreta da In God We
Trust. Outras idéias bastante populares são pulseiras de couro trançado, que
podem ser compradas em qualquer feirinha, ou uma fita de tecido qualquer. Outros que gosto muito são braceletes de contas de madeira ou de osso.
Muitos homens consideram normal usar braceletes, brincos, anéis e colares, mas a etiqueta de negócios e etiqueta formal demanda uma abordagem mais contida em relação a estes tipos de ornamentos. Quando falamos em entrevista emprego sobre uma característica nossa, nunca podemos deixar de explicar o que queremos dizer com certos adjetivos, pois palavras tem significados diferentes para cada entendedor. É a mesma coisa com os acessórios, só que não costumamos ter a chance de explicar. Muitos ambientes profissionais são mais liberais, e outros podem aceitar acessórios diferentes depois que já estamos inseridos no circulo social, mas é preferível evitar este tipo de distração nos primeiros contatos.
É muito fácil utilizar acessórios para impactar o nosso visual, mas é preciso saber o que estamos fazendo. Pulseiras coloridas no relógio chamam atenção por mais clássico que o modelo do relógio seja. Por isso, reservo um modelo conservador para ocasiões onde esta atenção pode causar confusão na impressão que estou passando, já que as mensagem que passamos com nossas roupas nem sempre são interpretadas da maneira que queremos. Resumindo: Mantenha as coisas simples, saiba a hora certa e experimente.
Notiluca: Feito a mão no Brasil
12 de novembro de 2012
O site Moda para Homens conseguiu um raro acerto quando apresentou a marca Notiluca. O site com a loja virtual ainda não está no ar mas o facebook e o vídeo acima nos dão um gosto do que está por vir. No meio das t-shirts genéricas de "lifestyle" estão os óculos de madeira handmade in Brasil, o produto chave da marca de São Paulo.
É verdade que óculos de madeira não são nenhuma novidade, muito pelo contrário. A madeira foi um dos primeiros materiais usados na fabricação de óculos, até ser substituida por materias primas como o acetato. Recentemente, várias marcas estão voltaram a usar o material como forma de se diferenciar em um mercado monopolizado pela Luxottica e o seu conglomerado de marcas.
Os modelos da Notiluca, assim como de outras marcas de madeira, não fogem muito do tradicional. Nada de errado em girar em torno de estilos já testados pelo tempo. Os clássicos são mesmo os melhores. Independente da originalidade dos modelos ou não, o forte deste tipo de produto está na forma como são produzidos.
Pelo vídeo, os óculos da Notiluca não envolvem nenhum tipo de escultura na madeira, mas mesmo assim tem apelo manual no processo de montagem e acabamento. Cada pedaço de madeira tem características únicas, o que significa que nenhum par de óculos vai ser igual. De acordo com o release, todos usam madeira nobre (não especificaram qual) e lentes Carl Zeis. Com certeza mais informações viram no lançamento da loja online.
Para ser sincero eu não achei os óculos muito bonitos. O modelo "keyhole" foi o que mais me agradou. Há algo faltando nas linhas da madeira, não sei dizer ao certo mas achei eles muito "chapados", faltando alguma textura ou transição melhor entre a lente e a armação. Independente do meu gosto pessoal, o apelo do produto é bem legal. Valorizam o trabalho manual e a matéria prima nacional, privilegiando o trabalho local. Este foi um excelente primeiro esforço e com certeza eles vão trazer mais inovações/adaptações no futuro.
Enfim, o destaque para mim, fica por conta da apresentação da marca. O vídeo ficou muito bom. Fez uma coisa que é padrão para os produtores de óculos de madeira mas rara no mercado brasileiro: mostrar como as coisas são feitas. Eu achei a embalagem muito bonita, completando a apresentação muito bem alinhada. O trabalho dos criadores parece bem cuidadoso e agora resta aguardar o lançamento para ver se eles não vão cair na armadilha mais comum das marcas brasileiras, que é colocar o marketing acima do produto. Aguardo ancioso, pois será muito gratificante ver o "handmade in Brazil" representando algo de qualidade prima.
Quem se interessou pelo estilo e gostaria de outras referências, eu indico as seguintes marcas. Já estão no mercado a mais tempo e por isso acho que podem nos dar uma idéia do que está por vir nos futuros lançamentos da Notiluca.
Shwood:
Capital:
Good Wood
UrbanSpectacles:
Sires Crown - A haste de madeira é ajustável
Os coloridos da Waiting for the Sun:
Herrlicht, que tem uma caixa de madeira maravilhosa:
Invertendo o colarinho
9 de novembro de 2012
O maior destruidor das minhas camisas de gola é o suor no pescoço. Já tive que declarar aposentadoria por invalidez de várias, mesmo elas estando em perfeito estado. Sabonete, água sanitária e outros truques podem até funcionar, mas chega uma hora que o amarelado torna-se parte integral do colarinho.
A muito tempo atrás, os mais ricos tinham camisas com colarinhos removíveis, presos por botões. Dessa forma a camisa continuava em perfeita forma muito tempo depois do colarinho estar detonado, e o colarinho também mantinha a forma por mais tempo. Com o tempo e custo de produção, este costume se perdeu, mas a melhor próxima opção é inverter a gola da camisa.
Até pouco tempo atrás, inverter o colarinho da camisa costumava ser uma prática bastante comum. Era melhor pagar um alfaiate para inverter e engomar a gola do que ter que comprar uma camisa nova. Pagando um pouco mais dá para pedir ao costureiro que coloque uma fita de costura na parte de baixo, escondendo completamente a sujeira. Com um pouco de habilidade, que não tenho, da até para fazer em casa.
Hoje em dia o preço baixo e a conveniência tornaram esta pratica obsoleta. Mesmo assim ela tem o seu lugar para resgatar aquela camisa adoramos usar, que compramos em uma loja que não temos acesso fácil, ou aquela camisa que veste muito bem e tem um valor emocional. É uma tarefa que qualquer costureiro consegue fazer. Dá próxima vez que for jogar uma camisa fora, experimente pagar uns R$ 15 para alguém inverter a gola.
Antes de inverter o colarinho, levante-o e veja se ele pode ser invertido. Algumas golas tem bolhas permanentes na parte de trás que nem o melhor dos ferros vai conseguir remover. Neste caso não adianta virar a gola. Essas bolhas acontecem por causa das entretelas fusionadas com ferro quente. As bolhinhas aparecem quando a entretela não foi colocada corretamente. É raro, mas pode acontecer, principalmente se a camisa for muito vagabunda. Se a parte de baixo for lisinha, vá em frente!
Viagem no Outono
8 de outubro de 2012
Quinta vou viajar para o hemisfério norte e devo pegar um friozinho. Minha filosofia de arrumar mala é tentar montarum uniforme em torno de uma calça e um sapato para tentar levar o mínimo possível de roupa. Levo umas camisas para trocar e quando está frio, como é o caso agora no Outono, levo um casaco médio para usar durante o dia e um suéter/moleton para acrescentar durante a noite. Procuro sempre manter tudo em cores neutras para poder combinar tudo que tenho na mala.Estava pensando no que levar e para passar o tempo resolvi montar umas combinações, imaginando o que eu estaria vestindo se não houvessem limitações. Acho que do jeito que eu arrumei, poderia praticamente qualquer peça de um grupo por uma peça de outro grupo que ainda ficaria perfeito.
Sapatos Camurça da Cartel011 (E outras opções)
3 de outubro de 2012
Essa foi dica de um leitor. Sapatos de camurça cinza e azul da Cartel 011, por R$ 289,90. O preço é elevado para uma compra as cegas, já que o site só tem uma foto do produto e não lista nenhuma característica. Qual é das lojas brasileiras e a falta de informação? Precisamos de mais atributos!
O formato é agradável. Pelo que posso ver, o sapato é um pouco alongado e tem uma sola fina. Além disso, a camurça azul parece mais suave do que a cinza. Confesso que só com uma foto é difícil chegar a uma conslusão, mas parece que o pessoal da Cartel 011 fez um bom trabalho no visual deste modelo em particular. Para deixá-lo melhor eu só teria trocado a sola branca por uma vermelho tijolo, principalmente no par azul.
Eu gosto muito deste tipo de sapato. Inclusive é o que usei hoje o dia todo enquanto tirava o meu visto:
| A famosa soneca com sol na cara |
São excelentes como contra-ponto. Use-os com uma camiseta para ficar mais arrumado; e se estiver de calça social e jaqueta, use-os para ficar mais casual.Por serem macios e informais, são fáceis de usar com jeans sem destoar.
O modeo da Cartel é bonito, mas existem opções mais em conta para quem tem um conhecido que vai viajar. Se você gosta do estilo, também trabalha com orçamento plebeu e não está procurando por uma obra prima feita a mão, se ligue nos modelos abaixo:
Land's End Suede Bucks U$ 69
Bass Brockton (várias cores) U$ 79
Bass Buckingham (várias cores) U$ 89
Florsheim Kearny (várias cores) U$ 90
Pode ser que algumas essas lojas tenham dificuldade em processar o pagamento com cartão brasileiro. Quando isso acontece, eu costumo ligar comprar pelo telefone. Quando não dá mesmo, eu tento coloco o nome do sapato no Zappos ou procuro por outros pontos de venda online.
















































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