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Invertendo o colarinho
9 de novembro de 2012
O maior destruidor das minhas camisas de gola é o suor no pescoço. Já tive que declarar aposentadoria por invalidez de várias, mesmo elas estando em perfeito estado. Sabonete, água sanitária e outros truques podem até funcionar, mas chega uma hora que o amarelado torna-se parte integral do colarinho.
A muito tempo atrás, os mais ricos tinham camisas com colarinhos removíveis, presos por botões. Dessa forma a camisa continuava em perfeita forma muito tempo depois do colarinho estar detonado, e o colarinho também mantinha a forma por mais tempo. Com o tempo e custo de produção, este costume se perdeu, mas a melhor próxima opção é inverter a gola da camisa.
Até pouco tempo atrás, inverter o colarinho da camisa costumava ser uma prática bastante comum. Era melhor pagar um alfaiate para inverter e engomar a gola do que ter que comprar uma camisa nova. Pagando um pouco mais dá para pedir ao costureiro que coloque uma fita de costura na parte de baixo, escondendo completamente a sujeira. Com um pouco de habilidade, que não tenho, da até para fazer em casa.
Hoje em dia o preço baixo e a conveniência tornaram esta pratica obsoleta. Mesmo assim ela tem o seu lugar para resgatar aquela camisa adoramos usar, que compramos em uma loja que não temos acesso fácil, ou aquela camisa que veste muito bem e tem um valor emocional. É uma tarefa que qualquer costureiro consegue fazer. Dá próxima vez que for jogar uma camisa fora, experimente pagar uns R$ 15 para alguém inverter a gola.
Antes de inverter o colarinho, levante-o e veja se ele pode ser invertido. Algumas golas tem bolhas permanentes na parte de trás que nem o melhor dos ferros vai conseguir remover. Neste caso não adianta virar a gola. Essas bolhas acontecem por causa das entretelas fusionadas com ferro quente. As bolhinhas aparecem quando a entretela não foi colocada corretamente. É raro, mas pode acontecer, principalmente se a camisa for muito vagabunda. Se a parte de baixo for lisinha, vá em frente!
Para o verão: Camisas de Linho
7 de novembro de 2012
Eu não sou engenheiro de tecidos. Também não sou dono de uma loja e nem sou costureiro, modelista ou qualquer outra profissão que precise de um conhecimento avançado sobre a propriedade das fibras e fios, e como eles podem influenciar no peso e na maneira como um tecido absorve humidade. Tudo o que sei sobre as diversas maneiras que as tramas podem ser tecidas de forma a diminuir o contato com o corpo e favorecer a circulação de ar são informações de livros e da internet. Não posso falar com propriedade sobre nada disso, mas uso linho no calor e me sinto bem melhor. Por isso recomendo :camisas de linho.
Da para ficar coberto e confortável ao mesmo tempo. A opção mais fácil e comum é a camisa de linho branca, porém hoje não é muito difícil encontrar muitas cores e estampas diferentes. A Richards sempre tem opções, que apesar de caras e com um corte largão, sempre entram em promoção.
O linho é um tecido que enrruga fácil, mas se ele for de boa qualidade, com o tempo e as lavagens, logo irá deixar de enrrugar. Uma mescla de linho e algodão também ajuda, e deixa a camisa menos suscetível a ficar amarrotada. Melhor ainda se for de manga curta. As estampas estão em alta, então é a hora perfeita para quem gosta começar a usar:
Gitman Vintage
26 de setembro de 2012
A Gitman Brothers é uma das mais antigas e das poucas fabricantes de camisas sobreviventes dos Estados Unidos. A fábrica fica em Ashland, Pensilvânia, desde 1948. A linha normal não tem nada de mais. O legal é a linha que eles chamam de Gitman Vintage. A Vintage faz uma mistura entre tudo que há de mais tradicional com tudo que há de moderno. A produção é de altíssima qualidade: os tecidos são quase sempre japoneses e a modelagem das camisas é excelente, sempre com colarinhos de três polegadas, botões nas golas, botão na parte de trás, costura duplas e buraco contrastante no último botão.
As camisas tem sempre uma inspiração muito forte, seja de um tema qualquer ou de uma outra coleção de um pasado distante. A Gitman Vintage usa uma variedade muito grande de tecidos, sempre apropriados para a estação no hemisfério norte. A coleção de Outono/Inverno 2012 é inspiradas nas atividades ao ar livre (caminhadas, pesca, hicking, acampamentos, etc). Grande parte das camisas são de flanela e veludo, um pouco quentes para nossa estação. Tem uma camisa floral de veludo cotelê e outras de cobertor asteca com lhamas que valem a pena estocar para o frio. Quem nunca sente frio pode optar pelas camisas de algodão japonês, de oxford, hopsack ou cambraia, que estão sempre disponíveis em várias cores.
Coloquei foto das minhas favoritas. As imagens são MUITO grandes. Quem quiser dar zoom consegue ver até o útero.
Se você estiver em uma onda ar livre com mais adrenalina uma opção é um Safari. Eu vi esses modelos aí em baixo na Tres Bien. Um deles ainda deixa você se vestir de tigre e de onça ao mesmo tempo.
As camisas tem sempre uma inspiração muito forte, seja de um tema qualquer ou de uma outra coleção de um pasado distante. A Gitman Vintage usa uma variedade muito grande de tecidos, sempre apropriados para a estação no hemisfério norte. A coleção de Outono/Inverno 2012 é inspiradas nas atividades ao ar livre (caminhadas, pesca, hicking, acampamentos, etc). Grande parte das camisas são de flanela e veludo, um pouco quentes para nossa estação. Tem uma camisa floral de veludo cotelê e outras de cobertor asteca com lhamas que valem a pena estocar para o frio. Quem nunca sente frio pode optar pelas camisas de algodão japonês, de oxford, hopsack ou cambraia, que estão sempre disponíveis em várias cores.
Coloquei foto das minhas favoritas. As imagens são MUITO grandes. Quem quiser dar zoom consegue ver até o útero.
Se você estiver em uma onda ar livre com mais adrenalina uma opção é um Safari. Eu vi esses modelos aí em baixo na Tres Bien. Um deles ainda deixa você se vestir de tigre e de onça ao mesmo tempo.










