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Raleigh Denim + The Curatory

24 de dezembro de 2012


Victor e Sarah Lytvinenko fundaram a Raleigh Denim com a missão de reacender o espírito do artesanato americano. A marca de jeans artesanais cresceu e hoje é uma linha completa.

foto: William Yan
O casal busca relançar a indústria têxtil da Carolina do Norte. Trabalha em parceiria com a Cone Mills e se esforça para usar apenas fornecedores locais. O estado da Carolina do Norte tem um papel histórico na produção de calças jeans. O tecido que a Raileigh compra da Cone Mills, por exemplo, é produzido em teares antigos que um dia produziram o denim usado nos primeiros pares de jeans da Levi's.

A produção das calças jeans é feita em máquinas de costura vintage. A concepção, construção, lavagem e acabamento acontecem na pequena oficina da Raileigh. Cada jeans passa por uma inspeção completa antes de ser assinado pessoalmente por Victor e Sarah. Os remendos de couro na parte de trás também são todos estampados e númerados a mão, pois todas as calças fazem parte de corridas limitadas na linha de produção.

A The Curatory é uma loja que fica em frente ao atelier. Foi lá que eles começaram a vender as calças, e hoje dividem o espaço com outras marcas e produtos que compartilham os mesmos princípios da Raileigh Denim; qualidade, artesanato, patrimônio e um senso de responsabilidade social.

Abaixo, algumas fotos da The Curatory:













Imogene + Willie

5 de outubro de 2012

calça jeans imogene + willie

O jean Imogene + Willie nasceu do conceito de vender calças feitas de forma sincera. A marca do casal Matt e Carrie Eddmenson cresceu organicamente e hoje é uma linha completa. Tudo produzido e vendido dentro de um posto de gasolina na zona sul de Nashville, Tennessee. Até hoje eles mantem uma relação aberta com o público, através de um site atualizado que realmente funciona como um pedacinho da vida deles. 

Eu acredito que é preciso valorizar pessoas como Matt e Carrie. Neste blog eu já reclamei várias vezes sobre a falta de informação que as marcas brasileiras oferecem sobre os seus produtos. Nem os vendedores e os serviços de atendimento conseguem responder perguntas sobre a fabricação do que vendem. As lojas online e sites então, são verdadeiros mistérios. Isso é manter o consumidor sem informação para deixar as pessoas cada vez mais vulneráveis a mensagens das propagandas e alienado quanto a possível furada de olho que estejam prestes a tomar. O grande desafio de marcas como Imogene + Willie é sobreviver em um mundo que suspeita de preços altos mas não acha estranho quando se depara com preços de banana. 


A indústria têxtil e a manufatura dos Estados Unidos em geral sofreu muito vendo seu trabalho ser transferido para fábricas em outros países. Nos dias de hoje, é preciso ter muita coragem e paixão para abrir uma pequena marca independente e conseguir desenvolvê-la com recursos limitados, manter uma visão clara, preços lucrativos e criar condições de pagar salários decentes aos funcionários. Eu convido vocês a assistirem este vídeo sobre a história da Imogene + Willie. São duas pessoas que trabalharam com jeans a vida inteira e, em um momento de dificuldade, decidiram focar todo o seu conhecimento e paixão em um projeto. Esse vídeo é a melhor forma de aprender sobre eles e ver a relação intima que tem com todo o processo de criação e produção: 



O fato de eles terem não apenas sobrevivido, mas também crescido, é muito impressionante! Eu estou acostumado com o artesão cobrando bem baratinho pelo que faz. Para ele, nem vale a pela fazer tudo da melhor forma possível. No mercado, os nomes das grifes viraram substitutos para qualidade e estilo. O consumidor paga caro na esperança de demonstrar riqueza, conhecimento e status através de uma logomarca. Foi assim que apareceu a idéia de colaborações de estilistas com fast fashions, que nada mais são do que peças cuidadosamente planejadas para dar um gostinho daquele status até então reservado para um grupo com maior poder aquisitivo. Essas peças tem obsolescência estratégicamente determinada, mas se passam por criações genuínas. Por isso, é difícil posicionar uma marca como premium baseado puramente no produto, sem ter por trás um nome de um estilista famoso ou o empurrão de alguma celebridade.



A história da Imogene + Willie mostra a diferença entre algo autêntico, derivado da criatividade e do trabalho, e de uma coisa cuidadosamente calculada a partir de orçamentos e estratégias para agradar um momento. Tudo o que eles fazem é feito a mão, e também é possível fazer alterações na loja ou encomendar peças sob medidas. Eu sei que o estilo das roupas não é para todo mundo, mas a idéia de conquistar o consumidor através do cuidado com o produto e da honestidade está presente, para ser aplicada ao sonho de cada um. Imogene + Willie ainda deve enfrentar muitas dificuldades, mas não deve parar por aí, pelo menos de acordo com a palestra que fizeram para o TED:



Um projeto muito legal dos dois é a série de fotografias "Love Fades". Eles documentaram os jeans dos seus clientes depois de serem usados e terem se tornado uma peça única. É a beleza do jeans bruto! Históricamente as peças de roupas eram muito valorizadas e cuidadas com carinho. Em algum momento nós fomos convencidos de que não podemos comprar uma coisas boa e cara, mas podemos comprar um monte de coisa descartável e barata. A indústria hoje prospera através de grandes volumes, consumo contínuo, produtos iguais e preços baratos. As tendências estão se esgotando e mudando cada vez mais rápido enquanto os produtores procuram maneiras de cortar caminhos na qualidade, acabamento, criatividade e detalhes. A Love Fades ilustra justamente o contrário: uma loja incentivando as pessoas a usarem um produto por muito tempo ao invés de comprar um novo.


Nos últimos anos eu conheci, conversei e até fiz amizade com várias pessoas criativas que não estão contente com a situação do mercado brasileiro e a direção que ele tem seguido. Cada um tem o seu ponto de vista e a sua idéia do que é bom e ruim, mas querer algo autêntico, e a dificuldade de ir contra a maré é um ponto que une todos. Essa coisa de produtos bem feitos, duráveis, que ofereçam uma experiência de consumo única e especial é quase considerada impossível para o pessoal de Belo Horizonte. Mesmo assim algumas dessas pessoas já aceitaram o desafio e começaram suas pequenas marcas ou projetos pessoais, e conheço outras sonham em entrar para uma marca empresa e ajudá-la a crescer. Eu acho a Imogene + Willie um exemplo de sucesso e a mensagem que eles passaram na palestra do TED é sensacional. Espero que vocês também achem. Inspirem-se! 

Jeans Bruto e Jeans Selvedge

25 de setembro de 2012


denim bruto
Duas calças de jeans bruto
Mais ou menos nos meados dos anos 2000 começou uma febre pelo tecido jeans feito à moda antiga, o chamado de "raw selvedge denim", ou o jeans bruto selvedge. No começo era uma cultura de denim heads, mas hoje, até mesmo a GAP vende um par de jeans brutos razoáveis. Os tecido jeans selvedge é mais difíceis de fábricar, mas são mais duráveis e de qualidade muito mais alta. Além disso tem um apelo sentimental.

Quem está lendo este blog com certeza já na internet fotos de jeans brutos selvedge depois de muito usados. Ficam desbotados, com marcas nas pernas, contorno da carteira, regiões desfiadas, e tem aquela listrinha vermelha na bainha virada. Eu mesmo já postei umas fotos quando escrevi sobre os meus jeans. A moda porém, nunca pegou no Brasil. Me lembro de ter visto um par de jean brutos (de baixíssima qualidade) na Cavalera. Não era selvedge, e vinha com uma lixa para você raspar e desgastar o jeans, contrariando todo o propósito da coisa. Paciência é uma virtude.

Primeiro eu vou tentar definir o jeans bruto, o tal de "raw denim". Esse é o nome do denim que nunca foi lavado e não foi artificialmente desbotado. O jeans é rígido porque não passou pelos processos de lavagem durante a produção. Devido a essa rígidez eles podem ser um pouco desconfortáveis no começo. O denim bruto tem uma cor uniforme, pois não passou pelo desgaste artificial para dar cara de usado

A tintura também faz a diferença na coloração e em como o jeans desbota. Hoje, fabricantes de jeans vem substituindo o corante índigo verdadeiro por sintéticos. O denim de qualidade é tingido usando máquinas mais antigas, que colocam cordas de fio de algodão em tonéis de corante e as levantam até o telhado da fábrica para dar tempo do índigo oxidar. Os fios podem ser mergulhados até trinta vezes. É o chamado "roped dying", ou tintura em corda.


denim bruto

Com o tempo, o jeans desbota de acordo com o seu corpo. Como você usa e o que você carrega nos seus bolsos vão afetar o resultado final. No entanto, para obter o contraste desejado, você deve usar os seus jeans pelo máximo de tempo possível antes de lavá-los pela primeira vez (geralmente 6 mêses). Ao não lavar os jeans, você possibilita que vincos apareçam nas áreas de stress. O atrito destes vincos vão removendo o excesso de indigo e criando áreas onde há menos cor.


calça jeans selvedge em comparação com calça normal
Na direita um jeans "normal", as três da esquerda são jeans selvedge - a última com bainha feita com ponto corrente
O termo selvedge se refere a outra coisa. Se o "raw" fala de lavagem, o selvedge fala de costura. O tecido selvedge é feito em teares lançadeiras antigos ao invés das versões mais modernas. Pelo que eu entendi, isso quer dizer que durante a tecelagem o fio da trama é único e vai e volta de forma contínua pelo urdume, ao invés de serem vários fios. O resultado é que o tecido tem uma aresta limpa, que não se desgasta. Nos teares que tem fio da trama separados, as extremidades do tecido são abertas e precisam ser costuradas com um acabamento menos bonito. 

Os teares antigos são bem mais estreitos, o consumo de algodão é maior e o tempo de produção também. O selvedge em si não é um indicador de qualidade, pois existem máquinas de lançadeiras modernas capazes de produzí-lo. Porém, o denim feito nestas máquinas antigas costuma ser feito a partir das melhores matérias primas para justificar a trabalheira. No caso, o melhor algodão vem do zimbabwe e o melhor denim vem do japão.

Para quem tiver curiosidade, uma excelente fonte de informação é o site Raw Denim.

O passar dos anos dos meus velhos jeans

31 de agosto de 2012



Ontem recebi um e-mail com o primeiro capítulo de um livro chamado “O Casaco de Marx”.  O livro parece ser sobre a força constutiva do vestuário e a preservação dos traços de pessoas nos objetos físicos. O importante na leitura foram estes dois trechos.

“A mágica das roupas está no fato de que ela nos recebe: recebe nosso cheiro, nosso suor; recebe até mesmo nossa forma” e “As roupas recebem a marca humana. As jóias duram mais que as roupas e também podem nos comover. Mas embora elas tenham uma história, elas resistem à história de nossos corpos. Duradouras, elas ridicularizam nossa mortalidade, imitando-a apenas no arranhão ocasional” e “Por outro lado, a comida que, como as jóias, é uma dádiva que nos liga uns aos outros, rapidamente torna-se nós e desaparece. Por outro lado, a comida que, como as jóias, é uma dádiva que nos liga uns aos outros, rapidamente torna-se nós e desaparece. Tal como a comida, a roupa pode ser moldada por nosso toque; tal como as jóias, ela dura além do momento imediato do consumo. Ela dura, mas é mortal.”

Hoje em dia muita gente acha que se vestir bem é acompanhar as tendências e ter um guarda roupa com as últimas novidades. Os problemas que eu vejo de se fazer isso são: Primeiro você acaba consumindo artigos que estão na ponta da curva, e por isso são mais sucetíveis aos ciclos da moda. Segundo, é que pouca gente consegue realmente sustentar renovar o guarda roupa toda estação, e por isso, o provável é que a qualidade seja jogada de lado para dar lugar ao volume. O resultado, como disse Bruce Boyer, é que as pessoas que fazem isso parecem saber tudo sobre roupas e tendências, exceto como apreciá-las. Querem o produto mais recente e as marcas mais bacanas do momento, mas passam a sensação de que não gostam, ou não sabem usar da maneira como deveriam.

Eu já fui assim. Grande comprador da Zara e até tive uma calça laranja nos anos 90, na época que todos os meus amigos estavam usando. O resultado é que eu acabei me desfazendo dessas peças sem nem ter tempo de torná-las realmente minhas. Esse também é o problema com as coisas que são mal feitas, já que elas não resistem ao tempo e o uso. O autor Marcel Basthos resumiu muito bem quando escreveu que “assim como um bom vinho, uma escultura em bronze, ou uma tela a óleo, é apenas com o passar dos anos que roupas e sapatos realmente de qualidade adquirem o caráter próprio que lhes confere individualidade e dignidade”. 

No filme “The Philadelphia Story”, com Cary Grant, Jimmy Stewart e Katherine Hepburn, a pesonagem de Hepburn é uma jovem de família tradicional que vai se casar com um aspirante a político que tenta parecer chique e sofisticado. É aquele cara com o nó da gravata perfeitamente simétrico e tudo bem calculadinho. Uma de minhas cenas favoritas do filme é quando ele chega para andar de cavalo com um traje de montaria todo engomado. A personagem de Katherine Hepburn zomba dele, dizendo que ele parece ter saltado da vitrine de uma loja. Ela o joga no chão e, depois de passar um pouco de poeira nas calças e nas botas, diz “Agora está melhor”. Ele fica confuso e comenta que passou a vida inteira economizando para sempre estar com roupas novinhas. 

Existe uma cor de calça, um tom de vermelho, que se chama “Nantucket Red”. É um vermelho meio desbotado que é característico do vestuário conhecido como “preppy”. Esse estilo é derivado das famílias tradicionais de classe alta dos Estados Unidos. Esse vermelho e outros tons pastéis sempre estão nas listas de “como se vestir preppy” que os blogs publicam. Acontece que as as roupas dos preppys tradicionais não saiam da loja com esses tons desbotados. Elas ficavam assim depois de serem usadas e queimadas pelo Sol. Podiam ser facilmente substituidas, mas a roupa desbotada era um símbolo de que o dono estava aproveitando a vida: velejando, navegando e passeando por aí, tudo que somente um ricasso pode fazer.   

É engraçado ver que neste contexto de muita afluência, e do dinheiro ligado a famílias antigas, um certo desleixo com sinais externos de riqueza pode ser um símbolo poderoso. Se você tem dinheiro suficiente para ficar comprando produtos de luxo, você também tem dinheiro suficiente para não estar nem aí se a sua calça é vermelhinha novinha, ou se alguém vai ver o “H” de Hermes gigante na fivela do seu cinto. Se você realmente anda a cavalo, as suas roupas de cavalaria vão mostrar isso.

Isso é ainda mais verdadeiro em países que tem uma ética protestante, pois as roupas são símbolo do trabalho e da jornada da vida. O Príncipe Charles por exemplo, é famoso por usar sapatos com reparos e por aparecer em públicos com ternos gastos nas pontas da manga. Todas essas roupas foram feitas sob medidas por grandes mestres. São impecáveis em caimento e em todos os outro sentidos. Os seus únicos defeitos não são realmente defeitos, são apenas a roupa incorporando a vida do seu dono. Usá-las com orgulho é um ato de respeito a vida que construiram dentro delas e também ao ofício do mestre que as fizeram.

Os jeans desbotados, tentam reproduzir a beleza das calças surradas da antiga classe trabalhadora. Quase toda as marcas "fashion" tem uma bota de couro todo surrado. Assim como o jeans, a bota era um calçado utilizado no campo e no trabalho pesado. São sapatos que sempre foram feitos para durar e aguendar muita pancada. Os calçados de couro com aparência de velhos tentam reproduzir artificialmente a pátina e cicatrizes que o bom material adquire naturalmente com o tempo. Tentam imitar a beleza do caráter e da forma adquiridos com o uso. 

Eu acho que o conceito por trás disso vem da idéia de que se você aparece para uma profissão todo limpinho quer dizer que você nunca colocou a mão na massa. O mecânico só apareceu de roupa limpinha no seu primeiro dia de aprendiz. Ele sabe que sua roupa só vai ficar suja depois de muito trabalho duro. Ou sei lá, o calo nos dedos de um músico. É mais ou menos o mesmo pensamento do prepy tradicional e da personagem do filme filha da aristocracia. Eu gosto de pensar que se uma pessoa assim me visse com um par botas que já vieram detonadas, ela iria saber na hora, começar a rir da minha cara e me falar "Você não fez por merecer, garoto". 

É por isso que eu gosto tanto de duas calças jeans que tenho. Não consigo parar de usá-las. Comprei ambas totalmente brutas, sem nenhuma lavagem. Eram duras para caramba e bem rígidas. Hoje, elas são macias e tem um formato que eu sei que é meu. Estão marcadas pelas viagens que fiz, as festas que fui, o tempo no ônibus com meus colegas do esporte e até o meu primeiro emprego. Foi com uma delas que eu vi a neve caindo pela primeira vez, com outra eu subi até o topo de um vulcão no Hawaii. Passei o ano novo na Itália junto com minha família e namorada usando uma dessas calças. Alguns lugares mais desbotados são de andar de bicicleta, outros furinhos e rasgados são de alguma aventura, tipo explorar uma caverna em Budapeste. Um deles, tem a marca de celular no bolso que me lembra do meu nokia antigo. Ano passado eu coloquei na cabeça que estava na hora de aposentar uma delas, e comprei uma nova igualzinha. Até hoje não usei direito, mas serviu para fazer comparação, e é bom saber que tem uma tela vazia esperando para ser preenchida:

A.P.C. - Nova
A.P.C. Usada. Ela era igual a calça ai em cima.
Outra velhinha, a "Tradicional". Era toda azul escura.
Coisas velhas e gastas pelo próprio suor são de luxo. Percebe quanto esforço foi necessário para conseguri esse tipo de lavagem que a Ellus e a Diesel ficam tentando obter com tecnologia? Por quantos lugares eu tive que caminhar? São cicatrizes de guerra sem ter que tomar uma espadada ou flechada. Tem gente que é paga para ficar bolando novas lavagens, mas nunca vai conseguir fazer todos os risquinhos ficarem exatamente nos lugares certos. O resultado são aquelas marcas de atrito obviamente artificiais no meio da batata da perna ou em outro lugar que o ser humano não tem articulação.

Quando eu estou triste porque passei muito tempo sentado no meu computador eu olho para esses dois pobres coitados, confortáveis para caramba, e me lembro de quanta coisa boa já fiz e ainda posso fazer. Minha dica: quando tiver escolha, não compre produtos desgastados artificialmente. Faça por merecer. Compre eles brutos e vá viver. Aproveite o processo.

#73. Favorito do dia: Fabricando um jeans

20 de junho de 2012


Ande Whall é um designer e fabricante de jeans independente Neo Zelandês. Whall, uma fábrica de um homem só, documentou todo o processo manual de fabricação de seu produto. As fotos capturam o passo a passo da costura manual. Tudo está registrado. O momento que ele desembrulha a matéria prima, o corte dos moldes e a fixação dos rebites e botões. Imagens muito interessantes para quem gosta de observar o processo por trás de um produto bem feito. Um trabalho bem raça. Coloquei algumas fotos abaixo, não deixe de conferir o restante.









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